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A alteração climática representa um desafio em constante evolução.

O aquecimento global está causando impactos devastadores no meio ambiente, na vida das pessoas e na economia. Medidas concretas devem ser adotadas em caráter de urgência para mitigar os impactos do aumento da temperatura.

Todos sabemos que a Amazônia já está sofrendo os impactos das alterações climáticas e da degradação ambiental. As pessoas que vivem e dependem da floresta já estão enfrentando o aumento da temperatura, as secas severas e as mudanças nos padrões das chuvas, o que tem impactado diretamente no desenvolvimento econômico e social das cidades e nações em desenvolvimento.

Muitos se preocupam com a preservação das florestas, e com razão! Existe uma interdependência vital entre o homem e a floresta: o homem não sobrevive sem ela, assim como a floresta não sobrevive sem o homem. Durante a fotossíntese, as plantas absorvem CO2 e liberam O2; na respiração, ocorre o oposto. O ciclo de vida se completa com o ser humano inspirando o oxigênio produzido pelas plantas e expirando o CO2 que elas absorvem. Essa é a essência do nosso ciclo de vida!

Além disso, também é importante destacar a importância da água em todo esse processo. A água está mudando e isso altera tudo. A crescente escassez de água e as chuvas cada vez mais imprevisíveis estão tornando a vida muito mais difícil em muitas partes do mundo.

Um chamado
para o mundo!

As mudanças climáticas já deixaram de ser uma ameaça futura. Na Amazônia, seus impactos são reais, crescentes e sentidos diariamente pelas populações que vivem da floresta e dos recursos naturais.

O aumento da temperatura, as secas severas, as enchentes fora de época e as alterações nos ciclos das chuvas têm afetado diretamente a biodiversidade, a segurança alimentar, o abastecimento de água, a produção agrícola e a qualidade de vida das comunidades amazônicas.

No Vale do Juruá, no Acre, moradores relatam mudanças profundas no comportamento dos rios, desaparecimento de espécies da fauna local, mortalidade de plantações e dificuldades cada vez maiores para manter modos de vida tradicionais baseados no equilíbrio com a floresta.

Mais do que proteger árvores, é necessário proteger pessoas, culturas e territórios inteiros que dependem da floresta para existir.

 

Diante desse cenário, o Instituto de Desenvolvimento Socioambiental Amazônia (IDAAM) lança um chamado à sociedade nacional e internacional para apoiar iniciativas comunitárias voltadas à conservação ambiental, restauração florestal, segurança alimentar, fortalecimento da bioeconomia e valorização dos conhecimentos tradicionais amazônicos.

A crise climática exige ação coletiva, cooperação internacional e investimento direto nas comunidades que historicamente atuam como guardiãs da floresta.

Existem muitas formas de contribuir:

Apoiar projetos comunitários investir em reflorestamento e produção sustentável | Fortalecer iniciativas de turismo de base comunitária | Compartilhar conhecimento técnico | Promover capacitações e intercâmbios | Apoiar ações voltadas às populações tradicionais da Amazônia.

As palavras são importantes, mas já não bastam. As mudanças climáticas estão transformando a Amazônia agora.
 

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Impacto das mudanças climáticas no Vale do Juruá

Foto: Alexandre Cruz Noronha/Sema)

Nos últimos anos, comunidades tradicionais do Vale do Juruá vêm enfrentando alterações ambientais cada vez mais intensas. Entre os principais impactos observados estão o aumento da temperatura, mudanças nos ciclos de chuva, enchentes e secas extremas, redução da biodiversidade e prejuízos à produção agrícola e ao transporte fluvial.

Segundo Edelson Silva, morador da Comunidade Nova Era, as transformações ambientais já fazem parte do cotidiano das famílias ribeirinhas:

"O tempo mudou. A temperatura está muito alta.  Muitos animais da floresta sumiram. Os peixes diminuíram muito e o rio já não se comporta como antes. Quando enche, enche demais; quando seca, falta água em vários pontos. As plantações estão sofrendo muito com o calor. Hoje, se não cuidar constantemente, muitas plantas morrem. Está preocupante para todos nós.

Eventos extremos também têm se tornado mais frequentes. Em março de 2025 e maio de 2026, uma enchente fora do período esperado atingiu comunidades da região do Rio Crôa, alagando residências, destruindo plantações e alterando significativamente as características naturais do rio.

Esses impactos evidenciam a urgência de fortalecer estratégias de adaptação climática, conservação ambiental e apoio direto às populações amazônicas.

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Desmatamento e queimadas se intensificaram no Vale do Juruá nos últimos anos, ameaçando uma das últimas áreas de floresta mais bem preservadas da Amazônia (Foto: Alexandre Cruz Noronha/Sema)

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